Arquitetura de agentes
Os agentes de IA precisam de memória, limites e revisão
Chamar agente a um sistema não resolve a sua arquitetura. Ele precisa de saber o que recordar, o que pode fazer, quando parar e quem pode rever o percurso.

01
Um agente é um ciclo, não uma personalidade
Na prática, um agente observa um estado, escolhe uma ação, utiliza uma ferramenta, verifica o resultado e decide se continua. O valor vem de ligar esse ciclo ao trabalho — não de parecer humano.
Permissões, orçamento, duração, âmbito dos dados e condições de paragem têm de existir fora do prompt.
02
A memória não é uma caixa única
Uma arquitetura clara separa memória de trabalho, conhecimento de referência governado e trilho de eventos. Cada camada precisa das suas próprias regras de acesso e conservação.
- 01Memória de trabalho: curta e contextual.
- 02Conhecimento de referência: versionado e citável.
- 03Trilho de eventos: cronológico e auditável.
- 04Preferências: mínimas e separadas de dados sensíveis.
03
Saídas seguras fazem parte do produto
Os pontos de revisão humana devem aparecer quando o risco muda: antes de usar fontes sensíveis, comunicar externamente, movimentar valor ou alterar um registo oficial.
Quando faltam evidências ou as ferramentas falham, a resposta responsável pode ser explicar a lacuna e parar. Permissão operacional não é o mesmo que confiança estatística.
Fontes consultadas
