Governança e privacidade
Automação responsável: governança dentro do fluxo
Uma política pode declarar bons princípios. Uma operação responsável tem de os traduzir em decisões de produto que as pessoas compreendam, utilizem e auditem.

01
Os princípios têm de se tornar controlos
Finalidade, necessidade, transparência, segurança e responsabilização orientam perguntas de engenharia: por que entra este dado, quanto tempo permanece, quem o pode ver e como pode uma pessoa compreender o que aconteceu?
A LGPD exige finalidades legítimas, específicas e informadas. As equipas de produto devem evitar recolher informação apenas para o caso de vir a ser útil.
02
Rastreabilidade não é vigilância
Registar tudo não cria responsabilidade. Um trilho útil conserva apenas o necessário para reconstruir uma decisão: versão da regra, fonte, ação, resultado e exceção.
Sempre que possível, as sessões podem ser pseudónimas, os identificadores diretos podem ser redigidos e os contactos podem permanecer separados do conteúdo operacional.
03
Transparência no momento da escolha
Se uma conversa puder ser registada, a escolha deve aparecer antes da mensagem. Se a automação comunicar externamente, a confirmação deve preceder a execução. Se as fontes estiverem incompletas, a lacuna deve acompanhar o resultado.
Os sistemas responsáveis também devem permitir correção, intervenção e regresso ao modo manual. Este artigo institucional não é aconselhamento jurídico ou de segurança para um caso específico.
Fontes consultadas
